terça-feira, 7 de setembro de 2010

Devoção

     Leão era covarde.
     Desde filhote temia a tudo. Sempre estava escondido entre as patas de sua mãe quando ouvia qualquer ruído, e nunca foi capaz de caçar sua refeição sozinho. Cresceu, e nada mudou. Embora tenha conhecido o grande Mágico que habitava o seu reino, que lhe prometera coragem absoluta, Leão não sentia-se destemido o bastante.
     Nessa época, todos do bosque do Reino de Oz estavam migrando para a fabulosa Cidade das Esmeraldas. Ouvia-se boatos que todos que foram para lá viviam na mais plena felicidade. Leão, que não tinha coragem de ir sozinho a tal cidade novamente, zombava de todos aqueles que se aventuraram. Na verdade, ele disfarçava seu descontentamento em não poder ir até lá com seu desdém, até que um dia percebeu que ficara totalmente sozinho no bosque. Apavorado, saiu em busca de alguém que o pudesse levar até a longínqua Cidade das Esmeraldas.

     Primeiramente, encontrou Dorothy. Ele a viu de longe, com seus cintilantes sapatos vermelhos e suas vestes chamativas. Dorothy era bela, destemida e fazia tudo o que lhe vinha à cabeça. Seria uma ótima companhia até onde queria ir. Entretanto, Leão a achava bela demais para andar com um animal tão grotesco e selvagem. Achou que, talvez, a garota sentiria vergonha de andar com ele e apenas o ajudaria a chegar à Cidade das Esmeraldas por pena. Leão ficou preso em suas inseguranças de tal forma que o tempo passou e a garota seguiu seu caminho para o parque do Reino. Provavelmente, Dorothy precisava voltar para o Kansas, e seu balão estava de partida junto com seu cão, Totó. Ela iria viver sua feliz vida no interior junto com seus tios, tornaria-se uma bela mulher e seria alguém importante em seu mundo. E Leão continuou sem ninguém.
     Seguiu procurando.

     Já era noite quando avistou ao longe o Homem de Lata. Ele tinha uma expressão distante em seu rosto, como se não fosse lembrar quem Leão era. O animal ficou novamente com medo de ser ignorado, e deu a volta pela clareira do bosque para não ser visto. E Leão continuou sem ninguém.

     Cansado de caminhar pelo infindável bosque, Leão vê uma enorme plantação de algodão. A cruz de madeira no meio do grande campo estava vazia. Repentinamente, o Espantalho lhe aparece, falando pelos cotovelos. Agora que tinha um cérebro, Espantalho falava sem pausa alguma sobre si mesmo. Com medo de perder a calma com o seu velho amigo, Leão não comentou nada sobre a sua vontade de retornar à Cidade das Esmeraldas, e logo se despediu.
E Leão continuou sem ninguém.

     Agora, totalmente sozinho, Leão perdeu todas as suas esperanças em sair do bosque. Perguntou-se, então, por quê todos os seus amigos conseguiram alcançar suas vontades, menos ele? Será que o grande Mágico de Oz havia se esquecido do grotesco animal? Ou, quem sabe, Leão não tomou a dose suficiente da poção que lhe dava coragem? Enquanto se afogava em suas próprias sombras, uma voz segura e confortável o envolveu.
     - Por que você ainda está aqui, Leão?
     Ao olhar para trás, viu o Homem de Lata, banhado pela tênue luz dos vagalumes.
     - Eu queria estar na Cidade das Esmeraldas, mas não sei chegar lá sozinho - choramingou Leão.
     - E por quê você não pediu ajuda de ninguém?
     - Eu fiquei com medo de ser ignorado.
     - Até por mim?
     - Principalmente. Eu fiquei com medo que você não lembrasse de mim, ou simplesmente não quisesse a minha companhia, já que faz tanto tempo que não nos vemos. - Leão disse com uma voz fraca.
     - E por que você não me perguntou? Como pôde deduzir que eu faria isso com você? Eu lhe ajudaria sem hesitar se você me pedisse. - disse o Homem de Lata, indignado.
     - Eu sou inseguro demais, Homem de Lata. Eu acho que não encontrei toda a coragem que precisava.
     - Eu te ajudo a encontrar.
     Os dois seguiram pelo bosque, na enluarada e quente noite, até chegarem à estrada de tijolos amarelos. Enquanto caminhavam rumo à Cidade das Esmeraldas, conversavam e riam, como nos bons tempos que se conheceram. Leão, finalmente, encontrou sua coragem para chegar ao seu destino no Homem de Lata.
     Agora, só lhe resta encontrar a coragem em si mesmo.


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domingo, 18 de julho de 2010

Qual a graça em viver se você não quer dançar?

#comofas? - Educar um filho


Pois nem só a Super Nanny tem seus artifícios.

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sábado, 17 de julho de 2010



#fikdik


Sabonetes
Curitiba. Precisa explicar mais alguma coisa? Cidadezinha maldita que sempre sai coisa chocante! Pois bem, Sabonetes me foi apresentado pela diva Paula Villar - Paulinha para os íntimos (@pah_r). Já era, fiquei compulsivo e neurótico pela música deles. É gostosa de se ouvir, e eles deixam claro que não estão comprometidos em soarem grandiosos ou descolados. Pesquisei mais um pouco, e descubro que os benditos estudavam na UFPR quando decidiram formar a banda. CAETANO MODE ON: Pessoal da Anhembi, vamo fazer uma banda e botar essa porra pra funcionar? Sem delongas, vamos com os sulistas em "Quando Ela Tira o Vestido":




Him - Screamworks: Love In Theory and Practice
Tá, caralho, eu sei que a banda não é só o Ville, mas essa foto dele é algo. gr/ É provável que muitos não curtam essa indicação, mas....FODACI. O HIM é uma banda finlandesa pré-histórica  (a banda que mais gosto depois de Placebo, aliás) que mescla, ahn, um rock gótico com um pouco de metal, hard rock, e mais uma penca de coisa. Tá, fui idiota tentando descrever, mas o fato é que a música deles é realmente boa. E, nesse último CD, a inclusão de elementos eletrônicos e a sonoridade mais alegre tornou o álbum um dos lançamentos que mais gostei nesse ano. Talvez, aos mais tr00-trevosos-from-hell o disco possa parecer meio pop, ou não tão "pesado" quanto os anteriores. E eu digo: GRAÇAS A DEUS.
O primeiro single de "Screamworks" é a música "Heartkiller". O clipe é meio tosquinho, mas é válido.


Christina Aguilera - Bionic
A terceira indicação do #fikdik sempre é a mais inusitada, e, para essa posição, escolhi a eternamente gongada e incompreendida Aguilera. Eternamente gongada porque sempre, mas sempre mesmo, ela ficou em segundo lugar no show business. Britney, Beyoncé, Amy Winehouse e agora Lady Gaga. Xtina sempre se fodeu. Lançava álbuns na mesma época que as demais, era acusada de plágio devido ao sucesso excessivo de suas concorrentes, e muitos outros pajubás. Nesse álbum não foi diferente. Tentando manter sua função de boa artista que sempre foi, Aguilera criou um álbum eletrônico, futurista, BIÔNICO, totalmente diferente do ótimo e ímpar "Back to Basics", disco anterior voltado totalmente ao soul e R&B. Mas, evidentemente, logo foi comparada à Gaga, já que esta é considerada a "ressurreição da disco music". Sérião, eu não sou um fucking fã de música pop, tampouco da Aguilera, MAS O CD É BOM! Ela continuou com suas raízes na música negra, com seu "hip hop eletrônico" e sua continuidade no soul, mas soube se renovar e não fazer mais do mesmo. Bem, o primeiro single de Bionic é "Not Myself Tonight". Assim, o clipe é bagaceiro mesmo. É mal-feito. Ruim. E ainda acusado de plagiar conceitos já criados por Madonna e Gaga. Eu consegui entender a moral do clipe, mas não vou colocar aqui porque ele é tosco mesmo, embora a música seja até boa. Então, vamos de "Lift Me Up" ao vivo que, na minha opinião, é a melhor do álbum.

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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Eu sei que descansarei amanhã.

I'm weightless, I'm bare.

Olhos roxos.
Olhos roxos, soluços.
Olhos roxos, soluços, tontura.
Olhos roxos, soluços, tontura, hematomas.
Olhos roxos, soluços, tontura, hematomas, lar destruído.
                                                                     lar destruído.
                                                                     lar destruído.
                                                                     lar destruído.

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domingo, 25 de abril de 2010

Alguém chame a ambulância.

Mente do Mês - Placebo

Não é segredo para ninguém que sempre gostei de Placebo, e sempre fui bem virgi com todos os assuntos que o rodeavam.
Mas, nunca havia me dado conta do porquê de gostar tanto desse bando de bicha.


Bem, no último dia 17 eles tocaram aqui em São Paulo. Eu, como sempre bem escroto, comprei meu ingresso com quase dois meses de antecedência pra garantir minha presença no Credicard Hall. Seria o segundo show do Placebo que assistiria.
No primeiro, em 2007, eu estava no auge da minha escrotice, com tenros 16 anos. Na época, achei algo único na minha vida. Realmente, foi um momento que dividiu minha estúpida adolescência em a.P. e d.P. (antes e depois de Placebo). Mudei muito depois de 27/03/07.
Mas, pensei que dessa vez não seria assim. Afinal, eu havia "amadurecido" muito desde os 16, não seria um show que me mudaria "a essa altura da minha vida".
Aham, senta lá Claudia.




- Idiota.noj1

Na semana do show, a Rolling Stone lançou uma promoção para conhecer o Placebo. Era bem escroto, fazer uma frase dizendo por que eu deveria conhecer as bibas. Mandei: "Acredito que todo ser humano, intrinsecamente, deseja estar próximo a alguém que lhe faça bem. Alguns procuram Jesus, outros procuram um amor. Eu procuro estar próximo do Placebo. Por isso, devo conhecê-los pessoalmente". Ganhei. leona4
Morri de tremedeira. Iria conhecer as fags, e assistiria o show na pista premium. Levei, para deliciar este momento, minha best portadora de melanina, Caroline Feyosa.

Brian realmente é chato. Não que ele tenha sido antipático comigo, - pelo contrário - mas era nítido seu distanciamento com os fãs. Principalmente quando negou um abraço a uma garota dizendo que possuía uma doença contagiosa. Realmente, alguém invejável. Talvez seja difícil entenderem que ele é humano como qualquer outro. Não é um deus, é alguém que se alimenta, anda e fala como todos; que faz coisas brilhantes como qualquer um. O problema é que muitos santificam a fama e passam a adorá-la em todas as suas formas. 
Brian escreve as letras da banda. Quando o vi de perto e apertei sua mão, pareceu que podia notar como ele chegou a todos esses pensamentos.

Stefan é tão alto quanto quieto. Apenas um "Hi" enquanto autografava meu CD. Parece que com ele as coisas funcionam mais no olhar e no gestual. Ele é o principal influente nas melodias do Placebo. Dá pra entender porque o vejo como um gênio. Parece ser uma pessoa simpática, mas prefere não mostrar isso, por N motivos. É nítido como ele e Brian são interligados, como são verdadeiras soulmates, fazendo suas funções juntos nesse planeta. Eles agiam juntos, olhavam juntos. Coisadedoido.

Confesso que aloprei loucamente o Steve quando ele foi anunciado como o novo baterista. Estava meio down com a saída do outro Steve, o Hewitt, e quando vi o Forrest pensei: "Maluco, colocaram uma fag de 15 anos na banda."
Não que seja mentira. Mas, ele trouxe uma essência única à música do trio. Única mesmo. Não sei, mas até nas canções tristes se notava alegria. Talvez sua jovialidade (Vó Feelings) traga tudo isso. De todos, ele é o mais simpático. Ele tem quase a minha idade, então a comunicação era mais simples. Lembrarei para sempre de quando ele saiu do camarim, eu que nem um ridículo disse "Hey!" e ele abriu um sorriso hot com muitos e muitos dentes, soltando um outro e mais animado "Hey!"

Bem, virgindades a parte, após tê-los conhecido, o show me pareceu outra coisa. Soou como um novo começo para a minha juventude que eu encarava como perdida. Construi um novo amanhã.

Eu entendi que a música deles é tão intensa quanto um tapa na cara, quanto um abraço ou comer brigadeiro num sábado chuvoso.

Eu achei muito bom essas minas falando no começo.


É possível a música mudar uma pessoa?
Sim, e é por isso que o Placebo é a Mente do Mês!


We can build a new tomorrow today.

P.S.: Fiona é RAINHA!

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Corrida de ratos.

Ridiculous Thoughts

"O convencimento convence tudo."
Eu mesmo

"All: Ele deu um 'petit' na sexta-feira...Ficou nervoso e falou que ia embora...
Alguém com bom senso: Você não quis dizer 'piti'?"

"Garota: Oi, minha amiga quer te conhecer.
Garoto: Ah, okay. Pede pra ela me passar o CPF.
Garota: O..O"
Algum infeliz do curso de inglês.

Triste, eu diria.

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Verdade ou obrigação.

Como fas? - Um moleton servir para algo

Viciei total no maldito PIX. Lá descobri que posso transformar meu moleton escroto da Renner em ótimos acessórios para o meu cotidiano, já que não tenho uma capa para o notebook nem uma mochila de gente. .Sad

Vai, então todo mundo pega o moleton cinza de ginástica pra fazer a aulinha!

UM PORTA NOTEBOOK


UMA MOCHILA MELHOR QUE A RISCA


UMA BOLSA MAIS CHIC QUE A PRADA


UM TRAVESSEIRO DIGNO DE UMA LOJA ZELO


UM PORTA BABIES *-*



Se você é mula não entendeu direito como fazer esses acessórios, entre nesse canal do youtube que os videos explicam tudo direitinho, óquêi?

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O verão acabou.

Limpe o confete da calçada.
Fugi de todas as ideias que pudessem me direcionar à mesma porta.
Joguei terra em todas as minhas pegadas para nunca rmais ser um alvo.
Estudei todas as maneiras de ficar invisível aos tímidos olhos que me desejavam.
Foi melhor. É melhor. Será bem melhor.

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terça-feira, 30 de março de 2010

Espelho negro

Mente do Mês: Kumi Yamashita

Faz de conta que a Tessália não ficou dois meses nesse quadro, faz de conta que eu fiz esse post no dia 1º de março e faz de conta que eu posto aqui todos os dias.

Entchão, estava passeando por alguns blogs chumbados, quando vi no Insoonia um post sobre esta nipo-diva das artes.



 A maldita faz suas obras em qualquer coisa sólida: brinquedos, letrinhas do alfabeto, madeira....



Só eu vi um fuckin potencial comercial nas obras dela? Imagina isso pra decorações? Ou só eu que sou capitalista desse jeito?


DIGNO! Go, Yamashita, go!

Kumi Yamashita: Mente do Mês de Março. (Sim, março. ¬¬)

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segunda-feira, 8 de março de 2010

Eu nunca fui alguém que se pudesse confiar.

Era uma simples tarefa: mantê-los ao meu redor e tratá-los da forma adequada para que nunca fossem embora. Mas fiz a proeza de falhar.
Só era necessário uma conversa simples, ou um sorriso - mesmo que falso - todos os dias, mas nem disso fui capaz.
Todo excesso é difícil. Até o de simplicidade.

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