Para ele, seu aniversário era a data de maior alegria do ano. Nem o Natal, a Páscoa ou o Dia das Crianças era tão feliz quanto este dia.
Nada de surpreendente para alguém que escutasse isso, afinal, era a data que ele havia começado a viver. Será?
Quais eram os reais motivos para que ele gostasse tanto desse dia?
Todos os anos, nesta ocasião, ele não era acordado com gritos de brigas, como de praxe. Ele pensava que, naquela velha e feia casa, todos saíam de suas rotinas medíocres brigando. Ele entendia isso como uma necessidade, não um problema.
Neste dia, também, ele não precisava ir cedo ao mercado trazer pesadas sacolas com itens que alimentariam sua grande família.
Estava isento de ser culpado por todas as infelicidades que aconteciam naquele recinto.
Não precisaria ser humilhado por não se comportar como os demais garotos - tão engraçados e cheios de vida.
Tinha o direito, pelo menos uma vez ao ano, de escolher o que iria almoçar. Escolher o que iria vestir. Escolher do que iria brincar. Tinha o direito de escolher.
Ir à escola era dispensável. O dia era só dele. Poderia assistir televisão e fingir que tinha uma vida incrível. Talvez imaginasse como seria legal brincar com muitos amigos, assim como os personagens de seus desenhos favoritos.
Talvez poderia, uma vez ao ano, imaginar como seria seu futuro em uma linda casa, com um lindo carro, ao lado de uma linda esposa, lindos filhos e um lindo cachorro.
Que dia incrível!
Hoje ele pode ser qualquer herói. Conhecer qualquer lugar. Fazer parte de qualquer família. Ter qualquer coisa...
Vejam-só. já é meia-noite. Agora vá escovar os dentes e dormir, o dia já acabou.
domingo, 28 de agosto de 2011
Se eu pudesse sonhar sem limites.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Bem onde isso pertence.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Devoção
Leão era covarde. Desde filhote temia a tudo. Sempre estava escondido entre as patas de sua mãe quando ouvia qualquer ruído, e nunca foi capaz de caçar sua refeição sozinho. Cresceu, e nada mudou. Embora tenha conhecido o grande Mágico que habitava o seu reino, que lhe prometera coragem absoluta, Leão não sentia-se destemido o bastante.
Nessa época, todos do bosque do Reino de Oz estavam migrando para a fabulosa Cidade das Esmeraldas. Ouvia-se boatos que todos que foram para lá viviam na mais plena felicidade. Leão, que não tinha coragem de ir sozinho a tal cidade novamente, zombava de todos aqueles que se aventuraram. Na verdade, ele disfarçava seu descontentamento em não poder ir até lá com seu desdém, até que um dia percebeu que ficara totalmente sozinho no bosque. Apavorado, saiu em busca de alguém que o pudesse levar até a longínqua Cidade das Esmeraldas.
Primeiramente, encontrou Dorothy. Ele a viu de longe, com seus cintilantes sapatos vermelhos e suas vestes chamativas. Dorothy era bela, destemida e fazia tudo o que lhe vinha à cabeça. Seria uma ótima companhia até onde queria ir. Entretanto, Leão a achava bela demais para andar com um animal tão grotesco e selvagem. Achou que, talvez, a garota sentiria vergonha de andar com ele e apenas o ajudaria a chegar à Cidade das Esmeraldas por pena. Leão ficou preso em suas inseguranças de tal forma que o tempo passou e a garota seguiu seu caminho para o parque do Reino. Provavelmente, Dorothy precisava voltar para o Kansas, e seu balão estava de partida junto com seu cão, Totó. Ela iria viver sua feliz vida no interior junto com seus tios, tornaria-se uma bela mulher e seria alguém importante em seu mundo. E Leão continuou sem ninguém.
Seguiu procurando. Já era noite quando avistou ao longe o Homem de Lata. Ele tinha uma expressão distante em seu rosto, como se não fosse lembrar quem Leão era. O animal ficou novamente com medo de ser ignorado, e deu a volta pela clareira do bosque para não ser visto. E Leão continuou sem ninguém.
Já cansado de caminhar pelo infindável bosque, Leão vê uma enorme plantação de algodão. A cruz de madeira no meio do grande campo estava vazia. Repentinamente, o Espantalho lhe aparece, falando pelo cotovelos. Agora que tinha um cérebro, Espantalho falava sem pausa alguma sobre si mesmo. Com medo de perder a calma com o seu velho amigo, Leão não comentou nada sobre a sua vontade de retornar à Cidade das Esmeraldas, e logo se despediu. E Leão continuou sem ninguém.
Agora, totalmente sozinho, Leão perdeu todas as suas esperanças em sair do bosque. Perguntou-se, então, porque todos os seus amigos conseguiram alcançar suas vontades, menos ele. Será que o grande Mágico de Oz havia se esquecido do grotesco animal? Ou, quem sabe, Leão não tomou a dose suficiente da poção que lhe dava coragem? Enquanto se afogava em suas próprias sombras, uma voz segura e confortável o envolveu.
- Por que você ainda está aqui, Leão?
Ao olhar para trás, viu o Homem de Lata, banhado pela tênue luz dos vagalumes.
- Eu queria estar na Cidade das Esmeraldas, mas não sei chegar lá sozinho - choramingou Leão.
- E por quê você não pediu ajuda de ninguém?
- Eu fiquei com medo de ser ignorado.
- Até por mim?
- Sim. Eu fiquei com medo que você não lembrasse de mim, ou simplesmente não quisesse a minha companhia, já que faz tanto tempo que não nos vemos. - Leão disse com uma voz fraca.
- E por que você não me perguntou? Como pôde deduzir que eu faria isso com você? Eu lhe ajudaria sem hesitar se você me pedisse. - disse o Homem de Lata, indignado.
- Eu sou inseguro demais, Homem de Lata. Eu acho que não encontrei toda a coragem que precisava.
- Eu te ajudo a encontrar.
Os dois seguiram pelo bosque, na enluarada e quente noite, até chegarem à estrada de tijolos amarelos. Enquanto caminhavam rumo à Cidade das Esmeraldas, conversavam e riam, como nos bons tempos que se conheceram. Leão, finalmente, encontrou sua coragem para chegar ao seu destino no Homem de Lata. Agora, só lhe resta encontrar a coragem em si mesmo.
domingo, 18 de julho de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
Him - Screamworks: Love In Theory and Practice
Tá, caralho, eu sei que a banda não é só o Ville, mas essa foto dele é algo. gr/ É provável que muitos não curtam essa indicação, mas....FODACI. O HIM é uma banda finlandesa pré-histórica (a banda que mais gosto depois de Placebo, aliás) que mescla, ahn, um rock gótico com um pouco de metal, hard rock, e mais uma penca de coisa. Tá, fui idiota tentando descrever, mas o fato é que a música deles é realmente boa. E, nesse último CD, a inclusão de elementos eletrônicos e a sonoridade mais alegre tornou o álbum um dos lançamentos que mais gostei nesse ano. Talvez, aos mais tr00-trevosos-from-hell o disco possa parecer meio pop, ou não tão "pesado" quanto os anteriores. E eu digo: GRAÇAS A DEUS.
O primeiro single de "Screamworks" é a música "Heartkiller". O clipe é meio tosquinho, mas é válido.
A terceira indicação do #fikdik sempre é a mais inusitada, e, para essa posição, escolhi a eternamente gongada e incompreendida Aguilera. Eternamente gongada porque sempre, mas sempre mesmo, ela ficou em segundo lugar no show business. Britney, Beyoncé, Amy Winehouse e agora Lady Gaga. Xtina sempre se fodeu. Lançava álbuns na mesma época que as demais, era acusada de plágio devido ao sucesso excessivo de suas concorrentes, e muitos outros pajubás. Nesse álbum não foi diferente. Tentando manter sua função de boa artista que sempre foi, Aguilera criou um álbum eletrônico, futurista, BIÔNICO, totalmente diferente do ótimo e ímpar "Back to Basics", disco anterior voltado totalmente ao soul e R&B. Mas, evidentemente, logo foi comparada à Gaga, já que esta é considerada a "ressurreição da disco music". Sérião, eu não sou um fucking fã de música pop, tampouco da Aguilera, MAS O CD É BOM! Ela continuou com suas raízes na música negra, com seu "hip hop eletrônico" e sua continuidade no soul, mas soube se renovar e não fazer mais do mesmo. Bem, o primeiro single de Bionic é "Not Myself Tonight". Assim, o clipe é bagaceiro mesmo. É mal-feito. Ruim. E ainda acusado de plagiar conceitos já criados por Madonna e Gaga. Eu consegui entender a moral do clipe, mas não vou colocar aqui porque ele é tosco mesmo, embora a música seja até boa. Então, vamos de "Lift Me Up" ao vivo que, na minha opinião, é a melhor do álbum.quinta-feira, 15 de julho de 2010
Eu sei que descansarei amanhã.
domingo, 25 de abril de 2010
Alguém chame a ambulância.
Não é segredo para ninguém que sempre gostei de Placebo, e sempre fui bem virgi com todos os assuntos que o rodeavam.
Mas, nunca havia me dado conta do porquê de gostar tanto desse bando de bicha.
Bem, no último dia 17 eles tocaram aqui em São Paulo. Eu, como sempre bem escroto, comprei meu ingresso com quase dois meses de antecedência pra garantir minha presença no Credicard Hall. Seria o segundo show do Placebo que assistiria.
No primeiro, em 2007, eu estava no auge da minha escrotice, com tenros 16 anos. Na época, achei algo único na minha vida. Realmente, foi um momento que dividiu minha estúpida adolescência em a.P. e d.P. (antes e depois de Placebo). Mudei muito depois de 27/03/07.
Mas, pensei que dessa vez não seria assim. Afinal, eu havia "amadurecido" muito desde os 16, não seria um show que me mudaria "a essa altura da minha vida".
Aham, senta lá Claudia.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Corrida de ratos.
"O convencimento convence tudo."
"All: Ele deu um 'petit' na sexta-feira...Ficou nervoso e falou que ia embora...
Alguém com bom senso: Você não quis dizer 'piti'?"
"Garota: Oi, minha amiga quer te conhecer.
Garoto: Ah, okay. Pede pra ela me passar o CPF.
Garota: O..O"
Verdade ou obrigação.
Viciei total no maldito PIX. Lá descobri que posso transformar meu moleton escroto da Renner em ótimos acessórios para o meu cotidiano, já que não tenho uma capa para o notebook nem uma mochila de gente. .Sad
Vai, então todo mundo pega o moleton cinza de ginástica pra fazer a aulinha!
UM PORTA NOTEBOOK
O verão acabou.
Joguei terra em todas as minhas pegadas para nunca rmais ser um alvo.
Estudei todas as maneiras de ficar invisível aos tímidos olhos que me desejavam.
Foi melhor. É melhor. Será bem melhor.














